#15 Liderança como prestação de serviço

Atualizado: 14 de jan.

Durante muito tempo a filosofia industrial influenciou e direcionou o trabalho das organizações não só do ponto de vista de modelo de negócio industrial criando uma possibilidade de escala global para atuação dos negócios quanto também do ponto de vista da organização interna.


A conhecida cadeia de comando e controle estudada e defendida pelo engenheiro francês Fayol, principalmente por sua rígida hierarquia, acabou construindo uma relação histórica de liderança e liderado no míope formato de "um manda e o outro obedece".


Quando se assume esse formato de trabalho, a figura da liderança acaba exercendo um papel de controlador e aprovador, enquanto os liderados acabam exercendo um papel de atendimento irrestrito às demandas dessa liderança. As lideranças acabam então concentrando em si toda a responsabilidade sobre o processo e os liderados acabam então se ocupando em atender a liderança deixando a atividade fim em segundo plano. É uma relação perde perde.





O papel da boa liderança é garantir que essa relação seja ganha ganha. Isso passa, primeiro, por assumir que naquela relação existem valores e necessidades que são individuais, além dos inerentes interesses comuns em que o trabalho seja bem feito. Reconhecer essas necessidades individuais é o primeiro passo para a liderança se colocar a serviço de um grupo.


Se a performance da liderança é medida pela performance do grupo que lidera, a liderança deve ser a primeira pessoa sempre a servir da melhor forma possível aquelas pessoas para que elas tenham as melhores condições de trabalho e possam performar no seu melhor. A liderança que reconhece individualmente necessidades e se mobiliza para atendê-las desperta uma relação muito mais próxima com essas pessoas.


Especificamente sobre performance individual, na última temporada do Bússola, o podcast da Akasha, nós conversamos com o Mateus Magno, atualmente atua como CEO da Sambatech, e ele trouxe uma abordagem para gestão de pessoas na área comercial que serve para qualquer área de atuação, onde ele divide a equipe em 4 quadrantes em uma matriz:

1. Quer e Pode 2. Não Quer e Pode 3. Quer e Não Pode 4. Não Quer e Não Pode


No grupo 1, estão as pessoas prontas para alcançar sua alta performance. No grupo 2, estão pessoas que possuem as habilidades necessárias para a função mas não tem motivação para alcançar a consistência. No grupo 3, estão aquelas pessoas que querem muito performar mas lhe faltam habilidades específicas para tal. Por fim, no grupo 4 estão as pessoas que nem estão motivadas e nem estão preparadas.


Servir as pessoas de uma equipe é entender em que situação se encontra cada uma das pessoas e lhes servir com condições para que todas possam e queiram exercer suas funções. É uma percepção mais próxima, mais humana e mais atual de liderança, mas sobretudo essa forma de praticar a liderança entrega melhores resultados.


Fula - Cofundador da Akasha

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