#2 Segurança psicológica é premissa básica para atração e retenção de talentos

Atualizado: 14 de jan.

Série 15 aprendizados para a liderança do presente.


Durante muito tempo foi normal que líderes quisessem que suas equipes separassem bem vida pessoal e vida profissional. Usando frases de efeito como "deixe seus problemas pessoais da porta pra fora" ou "não traga para a empresa o que é da sua casa" foi sendo construída ao longo do tempo a ilusão de que isso seria possível.


Não é, e os últimos quinze meses se mostraram prova mais que suficiente para entender que cada pessoa é uma só, com seus anseios, vulnerabilidades, problemas e particularidades.


Segundo a professora da Harvard Business School, uma das maiores estudiosas do assunto no mundo, o significado da expressão é:

Segurança Psicológica é a crença compartilhada que um time é seguro para tomar riscos pessoais”.

O termo foi originalmente cunhado pelo psicólogo William Kahn em 1990 e, numa linha bastante semelhante, ele define segurança psicológica como sendo a capacidade de se mostrar e posicionar-se sem medo das consequências negativas da auto-imagem, status ou carreira”.


Ambos os conceitos falam da importância para as equipes do sentimento de segurança para a realização do trabalho, a percepção de que os eventuais erros cometidos ou os fatores externos que atrapalhem a realização do trabalho, como fatores isolados, não ameaçam a posição do colaborador ou, em última linha, a sua fonte de renda e sustento.


O fator pandemia e todos os seus impactos econômicos se tornou grande fonte de insegurança para a grande maioria das pessoas. Medo de perder o emprego, medo de que a empresa quebre, medo de que o projeto não saia do papel. Mesmo entendendo que as empresas não são as responsáveis por toda essa instabilidade, é crucial que as lideranças incluam com máxima prioridade a tratativa desses pontos para que a performance do negócio não seja ainda mais afetada.





Mas como trabalhar a segurança psicológica nas pessoas se realmente vivemos um momento de insegurança generalizada? Primeiro, as lideranças devem se mobilizar para construírem nas suas equipes verdadeiras redes de apoio, não tenha dúvidas que as pessoas precisam desse apoio. Além disso, as lideranças devem tratar com transparência as dificuldades da empresa e os racionais de tomada de decisão.


Decisões difíceis provavelmente serão tomadas em algum momento, contudo executá-las preservando a humanidade das pessoas e cuidando das suas necessidades básicas faz toda a diferença no resultado final.


Quer um bom exemplo de como isso pode ser feito? Veja como o Airbnb conduziu um corte de 25% do seu quadro de pessoal mantendo o cuidado máximo com as pessoas, principalmente com aquelas que perderam o trabalho.


Esse foi o aprendizado #2 para as lideranças do presente.


Fula, Sócio Fundador da Akasha.

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