#5 Foco em manter e nutrir os elos de conexão

Atualizado: 14 de jan.

A impossibilidade do uso de escritórios associada a necessidade de seguir operando fez a grande maioria das organizações, praticamente ao mesmo tempo, experimentarem uma forma de trabalho bem diferente ao menos dos últimos sessenta anos.


A validação de que vários negócios não perderam performance ou, em alguns casos, ganharam nesse novo formato, vai influenciar de maneira determinante como serão as próximas décadas no famosos escritórios.


Do ponto de vista estrutural, foi razoavelmente rápida a adaptação para que as pessoas tivessem nas suas casas os equipamentos necessários para realizarem o seu trabalho como internet, computadores, telas, cadeiras, entre outros.





Do ponto de vista organizacional, a empresa que já tinha tecnologia implementada em bons processos sentiu menos o impacto enquanto outra sem processos claros com mais dependência das interações diárias dentro do espaço de trabalho teve bem mais dificuldade com o modelo remoto, que por necessidade acabou funcionando em algum nível.


O fato é que além de estrutura adequada ao trabalho e o possível encontro diário entre as pessoas de uma mesma empresa, o espaço de trabalho entregava mais que isso para as equipes. Entregava sentimento de pertencimento, confraternizações, caronas, conversas aleatórias no café, convivência fora do expediente, proximidade entre as pessoas.


E todos esses pontos eram fatores super relevantes para gerar conexão entre as pessoas. E como fica essa conexão com cada um na sua casa? Como substituir momentos que eram importantes e não são mais viáveis por formatos digitais alternativos?


A liderança do presente se preocupa em criar, desenvolver e nutrir os elos de conexão entre as pessoas.

Sai o café do corredor, entra o happy hour digital. Sai o Netflix da sala de descompressão, entra o clube do livro. Sai a festa da empresa, entra a sessão de cinema drive in.


Não adianta só aprender a trabalhar bem em ambientes digitais, é também sobre qualidade de interação e convivência entre pessoas. Enquanto houver conexão real entre aqueles que compartilham um propósito em um trabalho, parece plausível seguir sem um espaço base.


Aos times que não conseguirem manter essa conexão, é mais provável que precisem se reencontrar no escritório para tentar recuperá-la. Talvez não dê tempo. Se você quer se aprofundar nesse papo, dá uma olhada nesse artigo do Fernando Cosenza e você também pode conhecê-lo melhor no Bússola, o podcast da Akasha no episódio Pessoas Que Fazem o Amanhã #1 .


Um Abraço, Fula

Sócio Fundador da Akasha

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