As ferramentas para uma boa facilitação

Atualizado: 14 de jan.

Fala, galera!


Hoje nós vamos falar um pouco sobre as ferramentas que você, facilitador ou facilitadora, precisa ter - ou pelo menos as mais básicas - para você exercer bem esse papel de facilitação.


Estamos falando a algumas semanas sobre como desenvolver o hábito da facilitação e trouxemos hoje 3 elementos simples de utilizar, enquanto ferramenta, caso queira exercer esse papel, em especial o da facilitação habitual que estamos discutindo.


A primeira do tripé é repertório. Facilitar não é resolver. Perceba que existe uma diferença entre você se propor a facilitar um processo a resolver ele. O que queremos dizer com isso? É muito mais importante saber fazer as perguntas certas do que entregar as respostas certas.





O papel real do facilitador é fazer o grupo chegar nas respostas certas a partir do próprio esforço e aprendizado do grupo. Então um bom facilitador ou uma boa facilitadora provoca, direciona e em geral, pergunta e deixa o próprio grupo responder.


Quando falamos que a primeira ferramenta que você precisa ter é repertório é exatamente para você saber provocar, impulsionar e fazer com que o seu grupo se mova. Dar para o seu grupo o que ele precisa ter de impulso e de incentivo para chegar nas próprias respostas, ou no objetivo. Então quanto mais repertório você tem, mais você tem condição de facilitar qualquer processo possível.


Pense no seu trabalho. Imagina que você seja analista de recursos humanos. Quanto mais você entender do dia a dia dos recursos humanos, seja de recrutamento e seleção ou de desenvolvimento ou o que for, quanto mais você entender disso, mais você vai conseguir jogar o papel de facilitação com outras pessoas.


Por quê? Porque o seu papel é ajudá-las a alcançar o seu objetivo e se você conhece o caminho você consegue dar os incentivos certos. Se você não conhece, falta repertório para você facilitar esse processo. Então a primeira ferramenta é repertório.


A segunda é objetivo. Facilitação é um meio para um fim que tem que estar claro. Eu não consigo facilitar alguma coisa que não sei, se não é provável que eu esteja dificultando ao invés de facilitar. Então a pessoa que está exercendo a função de facilitador ou facilitadora, precisa ter sempre muita clareza de qual é o objetivo final daquilo que você está facilitando ou se propondo a fazer esse papel.


Quando você não entende o objetivo e de novo ainda sim você quer facilitar esse caminho, você possivelmente pode dificultar esse caminho e não perceber isso. Então é crítico, é necessário saber qual é o objetivo.


A terceira ferramenta precisa de bastante atenção. Quando quiser facilitar algum processo, naturalmente vão existir novos relacionamentos com várias pessoas e você vai provocar, direcionar, ajudar aquela a vencer a sua dificuldade. E nada mais importante para que consiga fazer isso bem feito do que alinhamento.


É necessário ter combinados claros com as pessoas que estão ao seu redor de que aquilo que você está fazendo naquele momento é o papel de facilitação.


Se não existe um combinado, pode ter gente que te interprete mal, pode ter gente achando que você está se metendo no problema quando essa é de longe a intenção de uma facilitação. Expectativa alinhada é chave para que esse processo aconteça.


Peça licença para facilitar o processo. Em geral, quem vai recusar? E mesmo se recusar, é melhor que você não tente forçar porque você não estaria facilitando, mas sim dificultando. Então alinhe com qualquer pessoa ou grupo que você queira ser facilitador ou atuar com um.


Você precisa combinar como você vai fazer esse papel com as pessoas. A partir de onde? O que aquele grupo pode esperar de você? Quanto mais sutil você for fazer esse papel, mais sutil também é o combinado, mas em geral quando não existe um, não funciona.


Então as três ferramentas para uma boa facilitação são repertório, objetivo e alinhamento.


Nos vemos no próximo artigo!


Fula - cofundador da Akasha

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