6 competências para ser um facilitador ou facilitadora - Parte 1

Atualizado: 14 de jan.

Nós já falamos bastante informações até aqui na nossa série de facilitação habitual. Esperamos que você esteja gostando e que esteja aproveitando, mas agora vamos falar sobre as 6 competências para você conseguir ser um facilitador ou facilitadora.


É aqui que vamos passar o gabarito, o passo a passo de como fazemos as nossas facilitações nos treinamentos empresariais. Então, nesse artigo, vamos discutir sobre o que você precisa ter para conseguir fazer uma boa facilitação?


E como tem muito conteúdo vamos dividir em duas partes sendo neste primeiro artigo as três primeiras competências.





A primeira competência para uma boa facilitação é a orientação aos objetivos. Falamos sobre isso no artigo passado, o tripé das ferramentas básicas, como é importante ter o objetivo. E o facilitador ou facilitadora precisa ter ciência de que ela não está no grupo para atender os interesses pessoais de cada um que está lá. Ela tá ali para atender e manter o grupo olhando para o que é o objetivo.


Quantas vezes em reuniões de trabalho, em brainstorming dentro das empresas, o grupo se perde na discussão e a reunião deixa de ser produtiva e não sai do lugar? E por que isso acontece? Porque falta alguém fazendo o papel da facilitação naquele momento para garantir que a orientação do grupo seja para o objetivo.


Então, na prática, o que isso quer dizer? Se você está numa reunião que ninguém sabe o que se espera de resultado no final da reunião e ninguém toma providência por isso, este é um barco furado. Você está em um lugar sem objetivo e, consequentemente, sem facilitador ou facilitadora para te levar para um melhor caminho.


A segunda competência que um facilitador ou facilitadora precisa fazer bem é estimular e impulsionar. São dois verbos que se parecem bastante, mas são diferentes.


O que é estimular? Estimular é você não deixar o grupo perder o brilho a respeito do objetivo. É manter lenha na fogueira e que fez sentido no começo para aquele grupo se unir. Por exemplo, um grupo se reunindo para construir uma campanha ou um produto novo pode sentir o processo ficando desgastante e difícil depois de repetidas vezes e o grupo começa a perder motivação.


Estimular é justamente para evitar esse comportamento para que o seu grupo continue entusiasmado. Tem a ver com revisitar o sonho, ter acesso aos benefícios que aquele sonho trás. Manter claro e próximo o que o grupo ganha depois de vencer o período desgastante.


E impulsionar tem a ver com ir além. Falamos que estimular é não deixar baixar o ânimo e o impulsionar é ir além do proposto. Por exemplo, um grupo se reuniu para pensar em um produto novo ou numa campanha nova e a energia das pessoas está tão em alta que ao invés de sair só uma campanha saíram duas ou três.


O papel de impulsionar tem a ver com esse a mais. Você está vendo que o grupo ao seu redor, aquele que você está servindo ali como facilitador ou facilitadora, tem a mais para dar e entregar então a facilitação do momento consegue tirar maior resultado. A facilitação permite esse a mais para o grupo. É um mérito do grupo, mas tem tudo a ver com esse estímulo do ponto de vista da pessoa facilitando.


A terceira competência é talvez uma das mais importantes das 6 que vamos tratar. E ela é: a serviço do grupo. O facilitador ou facilitadora quando está exercendo o papel não pode cair na cilada de achar que é sobre ela e ter clareza que é justamente o contrário. O momento é sobre o grupo e como ele resolve o problema.


Imagine um processo em uma sala de aula. Teria algum sentido o professor estar lá na frente com um microfone, mas não ter nenhum aluno ou aluna na sala? Não tem sentido. Então a atividade da facilitação não tem fim em si mesmo. Ela é uma atividade de serviço que vai ter fim a partir do próprio grupo.


Quando você quiser ser a pessoa que vai facilitar um processo de cocriação, de colaboração, de aprendizagem ou qualquer outro, entenda que naquele momento você parar de atuar para você e passa a atuar a serviço do grupo que você está inserido.


Mas tudo isso que vocês estão vendo não vai fazer sentido nenhum se for para ficar dentro da cabeça. Tem que ir para a prática e pôr a mão na massa.


Nos vemos nas próximas três competências. Um abraço

Fula - cofundador da Akasha

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